Uma grande surpresa por trás desta fachada, o restaurante Ikibana Paral.

Elizabeth Martins

A Espanha é famosa por sua gastronomia, mas chegar ao ponto de juntar em um mesmo restaurante a culinária japonesa e a brasileira aí já é uma grande ousadia. Para tanto, o escritório de arquitetura El Equipo Creativo desenvolveu um belíssimo trabalho para o restaurante Ikibana Paral, em Barcelona, Espanha.

Com área de 260,00 m2 e instalado em um prédio antigo, o maior desafio para os arquitetos foi conciliar a duas culturas completamente distintas em um mesmo espaço. O minimalismo e o mistério do Japão se contrapondo à exuberância e ao colorido do tropicalismo brasileiro. O resultado deste mix foi surpreendente e tenho certeza que todos vão se encantar com as incríveis imagens deste trabalho.

Mas, uma similaridade entre o Brasil e o Japão foi a linha mestra para desenvolvimento do projeto. A mãe natureza! No Brasil, suas matas, rios, mares, montanhas e o colorido de sua paisagem. No Japão, a pintura, as artes visuais e cênicas repletas de referencias à paisagem nipônica. Como exemplo disto, a singeleza delicada dos jardins japoneses e da arte da Ikebana .

O movimento sutil de galhos, ramos e flores, representados pela utilização de  materiais naturais, nobres, in natura ou secos, fazem do espaço uma verdadeira escultura.

A intenção foi proporcionar ao visitante a sensação de estar dentro de um bosque, uma selva, um espaço orgânico sempre em movimento, com a sutileza do olhar oriental aliada ao colorido da paisagem brasileira.


Panos de vidro pivotantes trazem a vegetação natural para dentro do espaço criando cenas de luz e sombra, claro e escuro, aguçando os sentidos.

Sem dúvida nenhuma, um belíssimo projeto. Alcançou o objetivo com elegância sutil e delicada.

Me encantou!

Fonte: ArchDaily

Fotografia: Adrià Goula

O emblemático Hotel Nacional, no Rio de Janeiro, reabre em grande estilo como Gran Meliá Nacional Rio de Janeiro.

Elizabeth Martins

Após 21 anos de total abandono, o edifício do antigo Hotel Nacional, em São Conrado, Rio de Janeiro, é totalmente reformado para receber a rede Meliá de hotéis.

Sua arquitetura moderna, característica de seu arquiteto Oscar Niemeyer tem como complemento belíssimos jardins assinados por Burle Marx e que se integram completamente a paisagem de mar e montanhas do entorno.

O agora Gran Meliá Nacional Rio de Janeiro trará vida renovada à belíssima paisagem da praia de São Conrado.

Inaugurado em 1972 e tombado desde 1998, o hotel foi símbolo de sofisticação no Rio de Janeiro, perdendo apenas para o Copacabana Palace.

A reforma executada pelo sobrinho de Niemeyer , João Niemeyer, preservou elementos arquitetônicos e artísticos do projeto original contando também com um minucioso trabalho de restauração.

Painel do pintor  Caribé sendo restaurado.

Suítes com vista deslumbrante são o ponto alto do hotel que pretende ser considerado um resort urbano.

Infelizmente, Niemeyer não viveu para ver sua obra  renascendo das cinzas, mas em homenagem ao arquiteto, a reabertura oficial do hotel será no próximo dia 15 de Dezembro, data seu nascimento.

Nada mais justo!

E assim nasceu Coco Chanel, em 19 de Agosto de 1883.

Elizabeth Martins

Em 19 de Agosto de 1883 nascia Gabrielle Bonheur Chanel, numa família de origem muito modesta e que não teve condições de criar e educar a pequena Gabrielle que se viu obrigada a viver em um orfanato. Lá, em um ambiente ríspido e hostil, com muita disciplina aprendeu a arte da alta costura. Desde então, nascia um ícone de seu tempo que se tornou mundialmente conhecida como Coco Chanel.

Sua arte, seu gosto refinado, seu amor pelas pérolas, fragâncias e pela eterna combinação do preto com o branco, fizeram com que Coco Chanel alcançasse a elite francesa ditando tendências e libertando os corpos femininos dos espartilhos com vestimentas confortáveis anunciando assim, um novo estilo de comportamento feminino, dinâmico, esportivo, libertador.

Nascia então, a Maison Chanel, no emblemático nº 31, da rua Cambon, em Paris. Neste endereço também vivia Chanel com luxo e sobriedade.

Escadaria da Maison Chanel, 31 rue Cambon

Sala dos provadores, 31 rue Canbon

A simplicidade de Coco Chanel trouxe para a moda a elegância baseada na regra “menos será sempre mais”. Ela dizia: ” Avant de quitter la maison, une dame devrai se regarder dans le miroir et retirer un accessoire” – antes de sair de casa, uma mulher deve sempre se olhar no espelho e retirar um acessório.

Apartamento de Coco Chanel, 31 rue Cambon.

Assim, Coco Chanel criou seu estilo imortal. Seu emblemático perfume Chanel Nº 5, lançado em 1921, está aí para sempre, bem como a sua famosa e não menos emblemática, Bolsa Chanel e claro, não podíamos deixar de citar, as suas belíssimas joias em pérolas.

A sensibilidade e o estilo insuperável de Chanel são dógmas no mundo da moda e da alta costura, mesmo após a sua morte em 1971.

FONDAZIONE PRADA MILANO

Fundada em 1993 por Miuccia Prada e Patrizio Bertelli, a Fondazione Prada é uma insituição dedicada à arte contemporânea e à cultura. Promovendo shows, festivais de cinema, discussões e palestras, entre outros eventos, a fundação conta com uma sede em Veneza e uma em Milão (destacada neste post), que foi inaugurada em 2015.

Projetada pelo escritório OMA, de Rem Koolhaas, a nova Fondazione Prada é projetada num antigo complexo industrial, mas com uma diversidade incomum de ambientes – foram construídos um grande pavilhão de exposições, uma torre, e um cinema – representando uma coleção de espaços arquitetônicos, além de sua participação no mundo artístico.

Os contrastes, como o novo e o antigo, o horizontal e vertical, o largo e o estreiro; estabelecem a gama de oposições que definem o projeto. A complexidade arquitetônica promoverá uma programação aberta instável, onde a arte e a arquitetura se beneficiarão dos desafios de cada uma.

FOTOS © Bas Princen – Fondazione Prada

Abertura olímpica, Rio 2016. Por algumas horas nos foi permitido sonhar que ainda é possível.

Elizabeth Martins

   Em meio a tantas dificuldades, o país vislumbrou um horizonte de esperança e patriotismo há muito tempo perdidos. Em  texto publicado no jornal americano The New York Times, o jornalista  Simon Romero diz que:a cerimônia de abertura dos jogos disfarçou feridas brasileiras por algumas horas e deixou o país celebrar sua história”. Puríssima verdade!

   O italiano Marco Balich é o homem por trás da cerimônia. Mostrando as raízes nacionais, o tema principal da abertura primou por uma profunda aclamação ao impacto destruidor provocado pelo aquecimento global, pelas  mudanças climáticas e à importância da consciência sustentável para salvar o pulmão do mundo, a nossa Amazônia, o nosso jardim.

   Com orçamento muito limitado, a cerimônia encheu os olhos do mundo e o nosso coração de orgulho renovado de ser brasileiro.

   Criatividade, bom gosto, modernidade, sofisticação foram elementos fundamentais para o sucesso da apresentação fazendo com que até mesmo o símbolo da arquitetura americana, o Empire State Building, se iluminasse com as cores do Brasil.

   Quando tudo acabar, nossa realidade retornará. Falta muito, falta quase tudo, mas não nos falta muita garra, determinação, alegria e muita esperança de que um dia conseguiremos virar o jogo.

   Parabéns Rio de Janeiro! Parabéns Brasil! Parabéns povo brasileiro!

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